Desejo um 2024 muito especial! De muita presença, boa vontade, esperança, alegrias, boas plantações e colheitas! 🌹🌹
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Maria Madalena
“Maria Madalena sentia-se muito feliz. Caminhava como em sonho e não sabia como chegara à hospedaria. Havia seguido seguramente seu caminho nesse povoado desconhecido. Logo estava novamente reunida com as outras mulheres; ela sentiu-se literalmente impelida à proximidade delas. Parecia-lhe poder agora lhes falar irrestritamente e lhes perguntar sobre tudo o que tanto a agitava.
Constantemente chamava a sua atenção o modo simples e natural com que elas consideravam tudo o que ocorria no decorrer do dia, e de que maneira alegre assimilavam tudo o que podia beneficiar a elas e a outrem, de algum modo.
Ela observava todas as manifestações das outras, sentia suas intenções e pensamentos, e escutava com alma aberta as palavras delas, querendo aprender com elas. Pois sabia que Jesus, ele mesmo, as havia conduzido, abençoado e iluminado.
Elas falavam-lhe de Jesus, e em cada palavra brilhava a fidelidade, o amor e a dedicação ao Senhor. Maria ficava cada vez mais calada, mais modesta, mais introspectiva, não mais conhecendo a si mesma. Onde tinham ficado os tantos sentimentos e pensamentos, que em outros tempos sempre a haviam agitado tornando-a às vezes tão irrequieta, autoritária e apaixonada? Um silêncio havia nela; apenas um som puro, como a badalada límpida de um sino, vibrava em sua alma. Acendera-se nela uma luz e ela orava sem procurar palavras.”
Os Apóstolos de Jesus, Coleção o Mundo do Graal, obra publicada pela Ordem do Graal na Terra
bit.ly/Apóstolos-OGT
Mensagem de Natal
— Sabes, Maria, que a estrela brilha sobre o telhado que nos cobre?
— Eu sei, José!
— E sabes também o que essa estrela anuncia?
— O Messias!
Há pouco mais de dois mil anos, mais precisamente em 12 a.C. segundo a nossa contagem de tempo, a Terra foi palco do mais extraordinário acontecimento de todos os tempos. Ocorreu aqui um evento excepcional, de inimaginável amplitude, único desde o existir do Universo inteiro. Numa determinada noite do final daquele ano, uma parte do Amor de Deus nasceu em nosso planeta. No céu, um cometa de brilho intenso anunciava o cumprimento de antigas profecias, a efetivação de uma graça incomensurável para toda a humanidade e inconcebível à sua compreensão: o nascimento terreno de Jesus, o Filho de Deus.
Durante pouco mais de três décadas, as atenções nas muitas moradas da Casa do Pai, isto é, nos vários planos da gigantesca obra da Criação, estiveram voltadas diretamente para cá. Desde aquela singela noite em Belém, num estábulo de carneiros, até o terrível desfecho do Gólgota.
Nunca, em tempo algum, em lugar algum, um espírito humano chegará a aproximar-se da compreensão integral do fenômeno, de saber quão ampla, quão imensamente ampla foi a graça outorgada outrora à humanidade com o nascimento daquela criança. Quando muito, poderá ele adquirir – na medida exata de sua sinceridade – um tênue vislumbre do real significado da vinda de Jesus de Nazaré. Saberá então, humildemente, que ele desceu das alturas máximas para os confins da Criação, até o plano das mais densas materialidades, com a missão de oferecer à transviada humanidade terrena a possibilidade de salvação, através do cumprimento de sua Palavra.
O efeito subsequente de divisão dos períodos históricos em antes e depois do seu nascimento, apesar de globalmente abrangente, foi a menor das consequências de sua passagem pela Terra, meramente exterior. As consequências espirituais foram muito maiores, muito mais incisivas para o gênero humano. Jesus concedeu novamente aos seres humanos a possibilidade de se salvarem através do indispensável reenquadramento às leis vigentes na Criação. Por meio de parábolas ele explicou então, repetidamente, com toda a paciência, a atuação dessas leis, de cujo saber a própria humanidade já se privara há muito, em razão de seu incompreensível afastamento da Luz, voluntário e persistente. Ficamos sabendo assim que se tratavam de leis que jamais poderiam ser derrubadas, mas apenas cumpridas.
Sem a vinda de Jesus exatamente naquela época, nenhum ser humano lograria chegar ao tempo presente com o seu espírito ainda vivo. A sua Palavra, dirigida a todos os povos indistintamente, foi uma boia de salvação para os seres humanos bons, permitindo-lhes atravessar com segurança, sem se perderem, o espaço de tempo existente até o exame final da humanidade.
E quando a odienta vontade da maior parte dessa mesma humanidade, através de seus asseclas, o cobriu de sofrimentos e por fim o crucificou, ele, a Palavra encarnada, rejeitando assim com escárnio a salvação oferecida por essa Palavra, tão premente para ela, foi unicamente a sua inavaliável intercessão “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem!” que ainda manteve aberta, até os dias de hoje, uma possibilidade de salvação a quem se mostrar digno dela.
Se a humanidade como um todo não tivesse construído tão diligentemente a estrada larga do mal, nem enveredado tão cheia de si por ela rumo ao abismo, a vinda de Jesus não teria sido necessária. Mas, para que os poucos bons não acabassem sendo arrastados conjuntamente para baixo, para que suas centelhas espirituais se conservassem acesas até a época do Juízo Final, o Amor de Deus se dispôs a vir até a nossa pequena Terra. Chegou até aqui para desobstruir e indicar novamente a eles o estreito caminho que conduzia às alturas, o qual se achava por demais maltratado, muito mal cuidado, em virtude de ter sido escassamente utilizado até então, porque fora já completamente esquecido e abandonado por todos.
Nenhum espírito humano, que através das palavras de Cristo pôde chegar vivo à nossa época, tem ideia do quanto deve ao seu Salvador. Nenhum. Não há um sequer desses filhos pródigos que possa avaliar com acerto o alcance da graça a ele concedida, de lhe ter sido mostrado o caminho de volta para casa, para o Paraíso. Pois agora lhe é novamente possível ascender até lá por esforço próprio, como espírito purificado e plenamente consciente, depois de ter feito seu talento dar juros sobre juros.
A bem dizer, só existe uma maneira de retribuir, por pouco que seja, o maravilhoso presente dado pelo Onipotente à humanidade naquela longínqua noite primeva de Natal: procurar viver integralmente os ensinamentos ministrados por Seu Filho, independentemente de como se compõem as formas exteriores dos múltiplos ritos religiosos. Transformar em vida as palavras do Mestre, esforçando-nos em reconhecer as leis que regem a Criação e a finalidade de nossa existência dentro dela, pois só quem procura… encontrará! E só quem ama o próximo como a si mesmo estará em condições de festejar o Natal da maneira certa: com a alma preenchida de alegria e o coração a transbordar de gratidão.
Roberto C. P. Junior
jornalintegracao.com
Inspiração na natureza
“Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores. Advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.” Casa Rosa - Fiquei pensando sobre o texto acima, o quanto é importante focar em nós, no que precisamos melhorar e em florecer nossas qualidades, não focar na vida e nas energias do outro.
E para você o que esse texto diz?
❤
Gota de sabedoria
Cada idade de uma vida bem vivida tem seus encantos e suas particularidades, que ajudam a seu modo a enobrecer o ambiente. Se na juventude a chama do entusiasmo dá a tônica, na maturidade a sabedoria adquirida por meio de vivências pode ser por ele assimilada gota a gota.
O Dia Sem Amanhã
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Tempo
“Existe um senhor chamado tempo, que me ensina tudo sobre as voltas da vida, sobre o momento de cada coisa e o lugar de cada um, sobre as dores que não menciono, as cicatrizes que me tatuam e as alegrias que chegam ao final de cada ciclo. Ah, Tempo, tempo… poeta tão bonito, compositor do meu destino! Não persigo seus versos, tu que me encantas com suas lições”.Rosi Coelho #ómítútú🪞
Frustração
Tenho pensado muito a respeito dessa palavra, no meu trabalho atual, aquilo que imaginei, planejei, trabalhei para fazer nem sempre dá certo. É uma sensação de impotência, de tristeza.
Mas tudo nessa vida é lição e estou em busca de entender melhor essa fase. Uma coisa que sinto dentro de mim é que tudo tem um tempo, tem uma gestação, não dá para queimar etapas. O jeito é persistir, rever as lições, pedir forças para a Luz e seguir em frente.
E você como elabora as frustrações em sua vida?
Livros Linha do Tempo

É Maravilhoso o auxílio do CRIADOR para suas criaturas. Nada que chegou até a Terra é por acaso. Tudo tem uma colossal condução, sempre visando ao desenvolvimento correto do ser humano. Cabe a nós movimentar-se, buscar e nos desenvolver.
Na linha do tempo acima é possível ver os livros que retratam a vida de povos antigos, historias mais atuais e a Mensagem do Graal. Trás narrativas riquíssimas espirituais.
Conhecer esses livros e mergulhar neles foi a descoberta do maior tesouro que poderia encontrar. Sou grata por tamanha graça.
https://www.graal.org.br/collections/livros-em-portugues
Oração da natureza
“‘Esta paz matinal!… Não era como uma oração de agradecimento da natureza ao Criador?…’ Sem querer juntou as mãos. Um dominante e desconhecido sentimento de gratidão elevou-se de sua alma… Uma onda de força perfluiu-o, e o conceito de tempo desapareceu por alguns instantes. Sentiu-se arrastado para dentro de uma radiosa corrente de Luz da eternidade, que conduzia a um mundo de paz e amor. ‘Honra a Deus nas alturas!…’ é o que cantava e soava em seu íntimo, ao voltar do mundo de Luz que se abrira ao seu espírito…
Como que despertando, Jean olhou em redor. Ouviu novamente o rufar dos tambores e as vozes estridentes dos boys que trocavam gracejos em seu francês do Congo. Uma buzina estridente de automóvel, contudo, fê-lo voltar completamente ao presente. Passou a mão pela testa. O que lhe acontecera? Mais tarde pensaria sobre isso. Agora não tinha mais tempo. Retomando a caminhada, tornou-se dolorosamente consciente de que também ele não passava de um solitário peregrino na escuridão desta Terra…”
Roselis von Sass, África e seus Mistérios, obra publicada pela Ordem do Graal na Terra: bit.ly/África-OGT
Esperançar
“Biltis, a rainha de Sabá, levanta um enigma: “O céu todo escureceu, por toda parte aglomeram-se ameaçadoras nuvens de temporal. O aspecto torna-se cada vez mais sinistro… A escuridão do céu ameaçador parece já envolver a Terra… nada mais se vê, a não ser um tênue traço claro no horizonte…”
Ela cala por alguns instantes e pergunta se alguém poderia esclarecer o significado do quadro descrito.
Zadok, o rico comerciante de azeite, manifesta-se, dizendo conhecer o significado. “Eu imaginei a vida como um céu escuro e ameaçador. Apenas o traço claro… o traço claro no horizonte impede que a criatura afunde no medo e horror… Por isso quero denominar o quadro que descreveste para nós de ‘A esperança’.”Biltis festeja a resposta e diz haver um sábio escondido no comerciante. O trecho é do livro
Sabá, o País das Mil Fragrâncias,de Roselis von Sass.
A esperança é algo que persiste no interior, independentemente das circunstâncias. Ela possibilita vislumbrar um traço claro no horizonte, também nos dias nublados. O escritor Rubem Alves sugere o seguinte contraponto: “Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração”.
Diferentemente das expectativas, que se concentram em metas bem específicas e carregam em si a cobrança da realização, a esperança autêntica tem alicerces na confiança e o olhar abrangente para o que pode dar certo, mesmo quando um desejo específico não se realiza.
É como se a esperança se ajustasse melhor como passageira de um motorista disposto a fazer as curvas que a estrada apresenta, do que como passageira do motorista que exige dirigir em linha reta e, por isso, se frustra logo que a estrada apresenta outros desenhos. O motorista que aceita as curvas como parte da trajetória, confia no fato de que ainda é possível chegar à cidade desejada, apesar dos caminhos não serem lineares como havia imaginado.
Há quem entenda a esperança como algo a contemplar e aguardar, e há aqueles que entendem a esperança com a vitalidade dos que pretendem alcançar, por si sós, o traço claro no horizonte. Quando só há espera, a esperança perde sua potência e corre o risco de ficar na esfera da passividade, irmã da vitimização. Ao esperar aquilo que virá de fora, corre-se o risco de esquecer que cada um atrai para si algo que encontra eco em seu interior, que surgiu primeiro em forma de sintonização e busca do lado de dentro.
Por isso, há quem aposte na esperança ativa, pautada no fato de que cada um tem responsabilidade por aquilo que acontece na sua vida. “É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…”, sugere o educador Paulo Freire.
É verdade que na vida há momentos de espera, em que é preciso silenciar e respeitar o tempo das coisas, compreendendo que nem sempre aquilo que idealizamos pode frutificar na hora e da forma desejadas. Isso mostra que a esperança precisa ter lastro na realidade para não ser confundida com a ilusão. E também ensina que a sensação de impotência perante certas situações faz parte da trajetória e pode contribuir para o aprendizado da humildade e da perseverança. Carregando em si ensinamentos, a espera não precisa ficar adormecida. Em estado de prontidão, ela pode estar aberta a novas oportunidades.
Sobre a esperança ativa, fala também o educador Mário Sérgio Cortella: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Por isso, o primeiro passo para ter uma esperança ativa é saber para onde você quer ir e o que você quer fazer. Segundo: colocar-se a caminho, isto é, buscar.”
E o que buscamos? Nutrir uma esperança sempre voltada para modificações talvez não seja a melhor perspectiva.“Quem põe suas esperanças nas modificações, não sabendo o que fazer com aquilo que foi dado, a este falta a vontade sincera, bem como a capacitação; encontra-se de antemão no terreno vacilante do aventureiro!”, escreve Abdruschin. Ao contrário, o escritor sugere olhar para o presente e ver onde é possível fazê-lo florescer, valorizando aquilo que se tem nas mãos e desenvolvendo habilidades antes não imaginadas.
Assim, cuida-se de não alimentar expectativas em relação ao que está longe, ao que é novo e àquilo que não se tem. Essas expectativas muitas vezes seriam frustradas porque o que está distante não se mostra necessariamente tão bonito, quando visto de perto.
A esperança com alicerces na confiança é forte e duradoura. Quando a escuridão do céu é ameaçadora e tem aspecto sinistro, existe o conhecimento de que as curvas da vida têm sua razão de ser e que, por trás das nuvens, o sol espera uma brecha para entrar.” Sibélia Zanon
O Vaga-lume
